sexta-feira, 3 de abril de 2015

Para os outros, não para você

Há dias em que você está alto astral, firme e com a bola toda não é mesmo?  Mas não são todos os dias e, você também precisa dos dias deprês, aqueles dias em que nada nem ninguém possa importar a não ser você. ÚNICO E INEXPLICÁVEL VOCÊ.  Mas nem todos ao seu redor entenden e querem te forçar a fingir algo que não existe.  Ei!  Eu sou humana, tenho minhas limitações  e preciso do meu espaço!  Obrigada! 
O ser humano é chato, legal, ignorante, falso, é tudo em um só e cada pessoa tem suas qualidades, seus defeitos, suas piadas, seus questionamentos.
E daí? 
Eu posso desabafar em rede nacional? Não, porque milhões de pessoas não entenderão e te jogarão em um imenso questionário até sua paciência terminar.
Posso estar como quero estar? Não!
O quanto mais você se distanciar e procurar sua paz, mais ainda você será procurado e COBRADO por algo que nem sabe o porquê. Mas é isso aí, mais um post abrindo posts antigos de mil e bolinha de alguém em algum lugar. 
Até mais

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Transparência? Talvez...


"Aquele frio que circunda minha mente, às vezes me faz pensar na vida como se ela fosse apenas mais um recado para que eu deixe pendurado na geladeira."
Eu queria poder ser como um vidro, que todos pudessem observar-me como uma pessoa comum, pois cansei de todos tentando me empurrar, cansei de todos tentando se aproximar mais de mim por eu ser este rótulo que aparece em revistas, jornais... Talvez o que eu queira seja atenção pra MIM. O meu MIM precisa de um afeto verdadeiro, mas não consigo que vejam meu MIM. O que fazer?
“Delírios da noite tentam afundar meu coração, queria ao menos me afastar de mim mesmo, mas não consigo, não vejo a mesma pessoa que eu via à 7 anos no espelho quando eu ainda não sabia o que fazer da minha vida, no momento em que eu só pensava em pular corda, cantar assistindo a TV.”

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Apoio...


Poesia, maresia... O sol me faz lembrar de tardes, manhãs, De acordar e observar aquela natureza tão bela. Sinto tanta felicidade olhando pra aquilo tudo. Parece que estão ali para me dizer algo... As folhas das árvores batendo contra o vento, cantarolando felizes ao ver que alguém ali à observá-las atentamente. Felizes por estarem sentindo aquela leve brisa em toda sua estrutura. Queria ser aquele galho e mostrar a todas as folhas que eu também posso dar-lhes segurança. Mostrar que comigo elas não cairiam...
Ou melhor, poderia ser o tronco, aquele muscular apoio que deixa bem claro onde é seu espaço, vem após a raíz, mas, é ainda tão importante quanto ela. Pois, sua estrutura é que dá a segurança para os galhos, folhas, flores, frutos...
Uma árvore sem o tronco seria apenas um monte de mato espalhado como qualquer outro. Jamais seria uma árvore!



Quantos troncos temos em nossas vidas para sermos nós?

domingo, 31 de agosto de 2008

Começando um dia...


Ding Dong... É. Esse era o som da campainha que me acordava. Todos os dias eu esperava a campainha tocar, era quase que uma magia, acordava automaticamente sempre que ela tocava e toda vez com o mesmo pique, a mesma animação. Pois, eu sabia que iria ser um novo dia. Nunca acreditei que encontraria um dia entediado, mas sim, um dia com novas aventuras, surpresas... Afinal, de que adianta acordar pensando no pior, é melhor continuar dormindo se for assim! Passava o dia inteiro numa correria, sempre tive dias “supersônicos”, adorava às vezes viver com tanta correria, mas as vezes, quando me parava em casa, me via no espelho e começava a pensar nas coisas divertidas que eu estava perdendo. Aquele passeio no parque, aquela cantada que eu fingi não ter visto, aquela festa do amigo... Eu sempre perdia esses eventos legais, sempre estava trabalhando ou estudando.

Bem, voltando... Em um desses meus dias emocionantes, encontrei-me com a coisa mais linda que eu já havia visto em um lugar, eu enxergava um brilho que era tão luminoso e belo quanto à de um diamante, mas, por incrível que pareça ele não estava à mostra, não se via esse brilho, mas eu o sentia de alguma forma. O que era esse brilho?

Ah, não era nada demais, acho que você já deve ter visto várias vezes, é uma coisa não tanto importante pra você. Se quiser pode parar de ler isto agora, pois, se você ainda é dessas pessoas que não querem enxergar a magia você não irá ter interesse algum em ler isso.

O que eu via por fora desse brilho era uma alma, um espírito que estava ali, é, uma pessoa. Uma criança, pequena, mais ou menos uns sete anos, que estava ali naquele mesmo farol, naquele mesmo cruzamento, mais uma vez vendendo seu trabalho para aqueles que tinham um carro a ser limpo. Para dizer a verdade, em todas as vezes que eu já parei em um semáforo foram mínimas as vezes que eu vi alguém pelo menos agradecendo aquele esforço. Uma criança que deveria estar na escola, brincando no quintal, no parque, fica em busca de um modo de sobrevivência, ajudar os pais em casa como dizem... É triste ver que poderíamos vê-los mais vezes, mas não limpando pára-brisas de carros e sim brilhando e mostrando ao mundo seu valor, que tem seu potencial. Nunca me conformei em ver essas crianças, até cheguei a chorar em vê-los às vezes.

O que acontece com aquela campanha “Não dê dinheiro, dê oportunidade”? Quantas pessoas que podem ajudar param em faróis e não fazem absolutamente nada ao ver esses brilhos escondidos? Para quê dinheiro se cada vez que eu o tenho quero mais? É essa a visão que eu tenho dessas pessoas que não ajudam. Às vezes eu penso que poderia existir um Robin Wood por aqui, já pensou que legal seria? Tumultuado? Claro! Mas saberíamos que haveria sempre alguém para ajudar os necessitados, pois nesse mundo não há muitas almas boas que querem ver o próximo bem.

Eu só queria um dia ir dormir com a consciência de que aqueles brilhos, aquelas lindas crianças não estariam lá, naquele mesmo local no próximo dia. Saber que a cada dia que passaria da vida deles seria um dia para subir mais em sua escadinha da vida. Ele, ela, estaria passando por aquele farol. Mas não se estabeleceria por lá como vejo. Será que é mais um dos meus contos? Será que uma bela alma, com o brilho perpetuo terá também seu começo de dia mágico?